Blog do Pósnik

Políticas Públicas de Cultura



 
 

22. CULTURE PUBLIC POLITICS (ABSTRACT)

This propositions series intend to contribute to discussion of Culture Politics in Brazil among all people interested in this area as way of going deeper into culture making purposes improving abilities in proposing, applying and evaluating culture politics in public sector, under a republican point of view and as a state proposal namely starting and focusing whole society in its unity.

Despite of provoking nature of its targets and theoretical high esthetics and ethical freedom it has, Culture area is a kind of hostage of large historic restrictions which  put it in a peripheral position in the state structure.  This position compelled  society to solve its cultural request by itself and this put state in a supplementary role in terms of sustainable development.  To perform a supplementary  role requires good knowledge in quality and quantity of all installed capacities of society; this kind of acquaintance is only possible by specific inventories; social participation is fundamental to reduce historic isolation and irrelevance of Culture area.

We have focused in Culture problems but all of our Public Politics mainly in local and state level – even many federal proposals have the same mistake: they are connected to provisional periods of time - linked to specific terms of office;  this kind of distortion provokes lack of interest in basic information about whole universe of intervention and long term actions. This problem makes evaluations impossible and are a good way for politicians to bring out benevolent discernment about his own actions. In this context it’s completely clear that internal managing mechanisms  - as planning systems, in so far as they take on restrictive and controlling objectives of short terms they diminish their role in prospective and arbitration actions.  

These are true for main state functions; in peripheral ones, possibilities of changing or reversal of problems are null. If internal instruments are worthless let’s require direct support of society. Specially in functions connected to leisure (culture, sports and tourism); they are a kind of novice in the state structure and  their actions and  process of intervention are yet runny and inconsistent.

As the last propositions we recommend a strategy of intervention and a preliminary form of explanatory concepts.  In reason of institutional and political impediments and another inertial and historic factors this task involves, we recommend the inventories have to be made by external organizations of state structure, as NGO or similar, with permanent supervision of public clients.  The of these inventories will result in operative information and would subside future Culture Politics, Programs and long term Plans by a state perspective and with  partnership and according to interests and  needs of all society.  

 



Escrito por W. Pósnik às 18h37
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21. DANÇA, IDENTIDADE E GUERRA !

 

        Acabo de ler, a reprodução feita pelo boletim eletrônico ‘Carta Maior’, de uma matéria publicada originalmente noutro periódico, que merece a atenção de nós todos. Trata-se do ensaio Dança, Identidade e Guerra, de autoria da brasileira, descendente de palestinos, Amyra El Khalili, especialista em Engenharia Financeira, Ambientalista, Educadora em Finanças Sócio-ambientais e Presidente do Projeto BECE - Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais (em inglês). Que também atua na área de danças étnicas, com três décadas de pesquisas sobre ritmos árabe-brasileiros. Para destacar esse aspecto central da dança nas suas propostas, ela mesma afirma emblematicamente: "Eu só poderia acreditar num Deus que soubesse dançar !   A dança e as manifestações rítmicas tradicionais são um tema central nas discussões da formação e preservação da identidade cultural dos povos, como destaca a citada pesquisadora.


        Seu foco neste ensaio é a matriz cultural do povo palestino, mas o seu trabalho na área cultural extrapola os limites e as angústias vividas pelos conterrâneos dos seus ancestrais e até mesmo as raízes das culturas árabes em geral. Com certeza, estamos diante de um tema da maior importância, de caráter primordial para o objetivo principal das nossas elucubrações - as políticas públicas de cultura. Por isso, nada melhor que o acesso direto ao mencionado texto, disponível em 

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4066&boletim_id=513&componente_id=8913

        Por outro lado, uma busca pelo nome da pesquisadora, numa ferramenta apropriada, poderá nos dar toda a amplitude e pluralidade de sua contribuição, inclusive com relação aos numerosos eventos que participou no nosso Paraná.    

 

 



Escrito por W. Pósnik às 15h10
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20.  POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA  (RESUMO)

 

        Esta série de textos numerada e postada neste espaço, pretende contribuir para o debate, entre todos os segmentos interessados no fazer cultural do nosso País, de forma a aprofundar o conhecimento dos processos e caminhos da formulação, aplicação e avaliação de políticas públicas da área - sob uma perspectiva republicana e de estado, isto é, partindo e focando a  sociedade com um todo. 

        Apesar da natureza instigante do seu objeto e dos graus de liberdade ética e estética que a área teoricamente dispõe, ela é refém de um espectro amplo de restrições históricas, que tornam sua posição e importância no aparelho-de-estado, apenas periférica. Tal situação, fez com que a sociedade resolvesse por si, suas demandas culturais, restando ao poder público, um papel puramente supletivo - por uma ótica de desenvolvimento sustentado.  Atuar supletivamente à sociedade, implica em conhecer em pormenores, sua capacidade instalada, em termos quantitativos e qualitativos; isto só se consegue através de inventários; o caráter amplamente participativo que estes devem adotar, tende a reduzir o isolamento e a irrelevância histórica da área. 

        Focamos mais a Cultura, mas na verdade todas as nossas políticas públicas, principalmente nas esferas estadual e municipal, mas não só nestas, sofrem dos mesmos males: estão ligadas a processos transitórios de gestão e esse vezo as leva a descurar até de informações básicas sobre seu universo total e de longo prazo. Deste modo, avaliações não são possíveis; quando são feitas, podem lançar uma perspectiva benevolente de sucesso - sempre bem-vinda pelos políticos. Fica claro neste contexto, que os mecanismos internos de gestão, à medida que foram assumindo objetivos de governo, com nítido viés restritivo e de controle, foram se afastando do seu papel original, prospectivo e arbitral. 

        Isto é verdadeiro, mesmo nas funções principais; nas periféricas, as possibilidades de reversão do quadro, através desses instrumentos, são praticamente nulas. Daí a alternativa, de que se busque no apoio direto da sociedade, o empuxo necessário. Especialmente, nas funções tradicionalmente associadas ao lazer (cultura, esporte e turismo), recentes como objeto da ação do estado e ainda inconsistentes nos seus processos de intervenção. 

        Ao final da proposta, são recomendadas uma estratégia de atuação e uma forma preliminar de operacionalização de conceitos. Face aos entraves político-insticucionais e fatores inerciais históricos que a tarefa envolve, recomenda-se a execução dos inventários, por um ente externo ao poder público, com o acompanhamento permanente deste. Os subsídios gerados instrumentarão as futuras políticas públicas de Cultura, a partir de uma perspectiva de estado, com a participação e acompanhamento da sociedade.

 

 



Escrito por W. Pósnik às 21h35
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19. DE PENTECOSTALISMO & POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA !

        Mais uma vez, devemos nos socorrer dos nossos encontros de English Conversation das 5as. feiras, agora na Casa Latinoamericana – CASLA, para nos ajudar na compreensão do contexto e do universo em que estão inseridas nossas Políticas Públicas de Cultura – se é que existe ou existiu algo desse gênero, aplicado em nosso País, sob a sempre reiterada, perspectiva republicana. Desta vez, para destacarmos um tipo de concorrência a que elas estão submetidas. Bem, acho que nem é preciso reiterar aqui, as precariedades já apontadas antes, dos seus aparatos institucionais, dos seus recursos humanos e orçamentários, dos vícios do compadrio clientelista dominantes na área, do encasulamento esterelizador que os políticos a mantém - como que para evitar que no contato direto com a sociedade, ela venha a romper estes limites. Limites estes, acrescidos de outros fatores inerciais, sempre levaram a área a apresentar baixíssimos níveis de resultados e de impacto, o que contribui para a mantê-la completamente ausente do imaginário coletivo da sociedade.

        Há cerca de duas semanas atrás, em razão de termos mencionado nosso interesse pelo tema ao nosso facilitador, o britânico Roy Madron (*) - cientista político, autor de livro já mencionado neste Blog e que prepara uma segunda obra, entre as suas estadas, já há cerca de dois anos, entre o Brasil e o Uruguai (para onde vai, no próximo dia 14/11), ele nos remeteu, anexo a e-mail, um artigo, do pesquisador uruguaio Raúl Zibechi, sobre como se dão os avanços do Pentecostalismo, nas periferias das grandes cidades brasileiras e de alguns outros países da América Latina. O texto para o qual estamos linkando a seguir     http://www.ircamericas.org/esp/5542         (en español), nos mostra quão pragmática, articulada, ambiciosa e efetiva é a forma de atuação dessas correntes religiosas, na conquista de novos prosélitos - começando sempre, pelas mulheres e seus filhos. Periferias estas onde como atividade de lazer, só há botecos e ..... templos ! Templos, parece que tolerados pelo crime organizado ...  Sem qualquer presença do estado.  Como concorrentes da ação cultural, que poderia chegar lá.  Estas correntes religiosas dão de 10 X 0 na Cultura, usando o jargão futebolístico. Até porque sua filosofia carismática, têm um amplo apelo lúdico.  A pergunta é para as autoridades públicas da Cultura: quando esse jogo vai mudar ?

 (*) Para o nosso interesse em Políticas Públicas, essa convivência tem sido muito proveitosa. Não só por sua formação e experiência como cientista político, mas também pelo fato da Inglaterra (e a Grã-Bretanha em geral) ter sido o primeiro país (ou conjunto de países), a empreender políticas públicas de cultura - durante a reconstrução do País, no pós-guerra, para recuperar a auto-estima de sua população.



Escrito por W. Pósnik às 18h27
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18. BUTÃO: TRADIÇÃO, BUDISMO E FELICIDADE !

        Ontem (09/11/08), esbarrei com uma matéria sobre o reino asiático do Butão, através de uma ‘chamada de primeira página’ no UOL. Versava sobre viagens àquele País, mas continha um dossiê completo acerca dos mais variados aspectos da vida deste povo. Estado nacional situado entre a China e a Índia sob regime monárquico, com estilo de vida extremamente simples, com a quase totalidade da sua população vivendo em estado de grande pobreza - com costumes, tradições, religião etc. bem diferentes das nossas. Isto me levou a relembrar a menção a esta questão, num evento ocorrido em 2004 em Curitiba, chamado ICONS; onde se discutiu o estado da arte dos ‘indicadores de sustentabilidade, no mundo daquele momento. Chamou-me atenção a exposição do pesquisador britânico Adrian White, da University of Leicester, de um trabalho que havia feito sobre esses indicadores no Butão, no qual ele destacava que o principal objetivo de vida do povo butanês era a busca da felicidade. Após um esforço de um grupo de pesquisadores dessa instituição britânica, foi possível sistematizar um instrumento que medisse o nível de felicidade de grupos de de pessoas. No caso do Butão, sustentabilidade estaria estreitamente correlacionada à felicidade. Tal pesquisa foi aplicada a cerca de 80.000 pessoas de 178 países. Seu resultado comparativo, colocou a Dinamarca na primeira colocação e o Butão, surpreendentemente, na oitava. A matéria, sob o ângulo turístico, publicada no UOL também destaca esta característica curiosa deste País e seus esforços em manter sua identidade cultural, diante de vizinhos gigantes. Ela está disponível em      http://viagem.uol.com.br/guia/cidade/butao_index.jhtm

 

   

        Como nosso objetivo é propor e discutir estratégias de formulação, aplicação e avaliação de Políticas Públicas de Cultura sustentáveis, achamos que essa referência a este povo longínquo, tem muito a nos dizer, muito a nos ensinar, especialmente quando observamos a correlação que tem na nossa sociedade, das práticas ou do consumo de bens culturais, com o bem estar espiritual das nossas populações. Como exemplo de outras referências, citaremos um evento internacional, realizado no Butão, com o mesmo objetivo, que envolveu um declaração conjunta, que está em       http://www.grossinternationalhappiness.org/downloads/GIH_report_18-2-04.doc

 



Escrito por W. Pósnik às 18h05
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17b NOVAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (4).

 



Escrito por W. Pósnik às 11h29
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17a NOVAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (4)

        Depois de um período ausente deste espaço – estivemos voltados para outro Blog, de caráter familiar, o Blog dos Pósnik - Curitiba, dirigido exclusivamente aos membros da nossa família, com acesso apenas a colaboradores e convidados, volto a este espaço, com uma novidade interessante. Não apenas focada em Políticas Públicas de Cultura, com de hábito, mas num espectro muito mais amplo. Já mencionei antes, que freqüentava sessões semanais de English Coversation, no Centro de Línguas e Interculturalidade – CELIN/UFPR. Ocorre que ao início deste semestre, surgiu uma crise na Instituição e não havia professor para dar continuidade ao nosso processo, o que causou uma desmobilização quase geral e a busca, por parte de alguns colegas, de outras opções do gênero.

        Por uma feliz coincidência, uma das nossas colegas contatou a Casa Latinoamericana – CASLA, à procura de espaço para esses nossos encontros e ainda, entro em contato com um professor, ou melhor dizendo, um ‘moderador’ para o nosso trabalho. E por outra feliz coincidência, esse moderador acabou sendo um consultor britânico, Mr. Roy Madron, que está a cerca de um ano no Brasil. E por outras felizes coincidências, ele é co-autor de um livro muito interessante, com propostas muito próximas àquelas que vimos desenhando, neste Blog: Gaian Democracies – Redefining Globalization & People Power, em parceria com John Jopling. Muito próximas, diríamos nós, uma vez que na raiz das nossas propostas, está a participação ampla, de todos os segmentos envolvidos com o preservar, o fazer e o desenvolver Cultural e na proposta destes pensadores, o resgate dos processos políticos democráticos, pela ampliação dessa participação.  Mas, melhor do que falar a respeito deste pensador, que está no Brasil para escrever um segundo livro, com o continuidade do primeiro, sob o tema ‘Conduzindo a Revolução de Gaia’, vou postar um folheto bilíngüe, distribuído por ele, que a sumariza suas idéias e do seu parceiro nesta empreitada. Trata-se, da nossa parte, de mencionar mais uma referência bibliográfica, nas áreas foco e objeto principal das nossas reflexões.



Escrito por W. Pósnik às 22h04
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16. DE MITOS E ILUSÕES FILOSÓFICAS, INSTITUCIONAIS E POLÍTICAS !

        Hoje, procuramos refletir mais um pouco sobre a realidade das Políticas Públicas de Cultura, em nosso País; reflexão esta, que também tem como motivação extra, a saída do Ministro Gilberto Gil - que muitos consideram um marco, um divisor de águas, na história do MinC – não fazemos parte desta linha de avaliação. Achamos que o ex-Ministro, construiu um belo discurso, na sua trajetória por lá, com muito pouca articulação ou repercussão institucional, no próprio MinC, ou no aparelho-de-estado em geral.

        Contudo, o que nos leva a escrever neste espaço, mais estas linhas, é uma lembrança, de uma velha e conhecida alegoria, o ‘Mito da Caverna’, de Platão. É claro que ao elaborar esta estória, sobre um grupo de pessoas aprisionadas, durante longo tempo, numa caverna escura, Platão tinha um propósito filosófico. Essas pessoas, acorrentadas imóveis, de costas para sua entrada, podiam observar apenas ao seu fundo, a projeção das silhuetas dos passantes, alguns carregando objetos e seus ruídos e vozes – como que num cenário do teatro das sobras. Com isso, passaram a ter a sensação de que a realidade concreta era aquilo. Um dos prisioneiros no entanto, conseguiu fugir; teve uma dificuldade imensa em se adaptar à luz e às novidades do mundo exterior - a realidade concreta. Tempos depois, após muitos dilemas, voltou à caverna, na tentativa de convencer os demais, que lá fora era diferente, muito melhor e havia liberdade. Depois de desacreditado acabou morto, pelos incrédulos. Mas, ao que tudo indica, deixou uma semente – uma dúvida, num ou noutro. O propósito do filósofo era mostrar que a ‘atitude filosófica’, não deve levar a estas falsas percepções, a esses erros; que o filósofo deve sempre desconfiar de suas percepções, desconfiar das formas padronizadas e quase ‘automáticas’, com que as pessoas 'simplificam' e 'completam' suas percepções da realidade concreta, mantendo-se na ilusão de que a conhecem com toda a objetividade.

        Este quadro exposto - narrado de forma muito mais nítida, objetiva e detalhada, no seu original, nos evoca, quando aplicado à Cultura, não a uma pergunta, mais a uma série delas: será que alguém, dentro ou fora do nosso Setor Público, conhece pormenorizadamente, a realidade objetiva da Área ? Há algum discurso articulado, desse processo de investigação, ou dos seus resultados ? Pois, afinal de contas, como atuar sobre um objeto de intervenção, por mais amorfo, banal e pautado no senso comum que possa parecer, para muitas mentes ‘desapetrechadas’, sem conhecê-lo sistemática e objetivamente ? Como é possível atuar, aproveitando a alegoria platônica, guiado por ilusões, equívocos de percepção, mistificações políticas, ou mesmo, desvios de rumo sob o aspecto moral e de valores ?

        Quer nos parecer que, para o aparelho-de-estado resgatar um mínimo de operacionalidade, eficácia de gestão e sentido republicano na sua atuação, seria necessário humildemente, a admissão da necessidade de retomada dos passos mais elementares da reflexão desta linha da filosofia grega clássica, moldada sucessivamente, pelos seus três expoentes máximos, Sócrates, Platão e Aristóteles: o que ? o por que ? e o para que ?  ‘Passos’ estes que balizam a instalação de um processo sólido, de conhecimento da realidade, prévio ou 'pari passu' à intervenção. Será que esse processo está instalado, será que ele existe algures ? Onde estão seus registros ? Cadê a nossa bibliografia a esse respeito ? Pois, como é elementar, à realidade brasileira, cabem soluções próprias, nossas ! E ainda, será que as nossas Instituições de Ensino Superior ou outros entes de pesquisa, públicos ou privados, estão sintonizados com essa questão ? Será que a importância capital da Cultura, como objetivo, como instrumento ou meio de mudança (não apenas, com culpada pelo nosso atraso), está bem colocada pela nossa 'inteligensia' e tem lugar relevante no imaginário coletivo da nossa sociedade ? Ficam aí essas perguntas, para quem se dignou a nos acompanhar até aqui !



Escrito por W. Pósnik às 14h15
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15. HISTORY DEFACED: HERITAGE CREATION IN CONTEMPORARY EUROPE.

François Matarasso

Contact: matarasso@mac.com

        Paper delivered at the International Symposium ‘When Culture Makes the Difference: The Heritage, Arts and Media in a Multicultural Society’, organised by the Faculty of Foreign Languages and Literatures, Faculty of Humanities and Philosophy, University of Genoa, AEC the Italian Association for Cultural Economics in Genova 2004, and held on 19 – 21 November 2004.

ABSTRACT

        Evidence of the past is the wonder of the world. It surrounds us at every level, in every sphere: trees, mountains, ruins, houses, photographs, household objects – all are constant reminders of personal and shared history. This financial, cultural and spiritual wealth forms the inheritance within which we make our lives. It helps us situate ourselves in time and space by understanding who we are in relation to who others have been. But this inheritance is not history, only its raw materials; and it is not heritage, despite the linguistic similarities. Heritage is a human creation, a part of culture, masquerading as part of history. The reasons for, and consequences of, that disguise are the focus of my comments today.

 

        NOTA DO BLOG:     

        O texto completo deste artigo, pode ser acessado no site do boletim eletrônico francês 'Interactions-online.com' em  http://www.interactions-online.com/page_news.php?id_news=254&filtre_visu=0&pr=François%20Matarasso               Por outro lado, o que é reputada como a sua maior obra, o livro 'Use or Ornament ?  The Social Impact Of Participation in The Arts' by François Matarasso, Comedia, 1997 - também está inteiramente disponível, no site     http://www.comedia.org.uk/pages/pdf/downloads/use_or_ornament.pdf    

        Trata-se, como já foi mencionado neste blog, sobre este britânico de Nottingham/England, de um dos mais renomados pensadores internacionais sobre Políticas Públicas de Cultura (e há muitos outros britânicos nesta condição !) Muitas de suas contribuições podem ser localizadas, numa busca no portal 'Alta Vista'. Graças ao seu renome, tem sido requisitado, nos últimos 25 anos, para palestras e processos de consultoria, em todos os continentes - da América à Oceânia - mas, mais particularmente na Grã-Bretanha e na Europa.



Escrito por W. Pósnik às 20h43
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14. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (3)

      Ainda na mesma linha por nós adotada, aqui vai mais um relato do ‘estado da arte’ em estatísticas culturais no México, da mesma forma, tendo como fonte as ‘Atas’ citadas outras vezes antes, do evento da UNESCO em 2002, na Cidade de Montréal – Canadá, o qual revela as estratégias e os cuidados das autoridades federais mexicanas, do CONACULTA, na condução desse processo de criação de uma base informacional para instrumentar, propor e avaliar suas políticas públicas de cultura, disponível apenas em inglês, no endereço mencionado

http://www.uis.unesco.org/template/pdf/cscl/proceedings.pdf#page=221                              cujo 'Resumo', estamos postando a seguir:

“Cultural Information Systems and Cultural Indicators: The Experience of Mexico” (Abstract),  by Andrés Roemer & Alfonso Castellanos, Consejo Nacional para la Cultura y las Artes - Conaculta, México.

Mexico characterizes for its cultural diversity. In the present globalization context, Mexico’scultural development is based on the variety of cultures living, interacting and developingin its territory, and the richness of forms through which these cultures express themselves.The Consejo Nacional para la Cultura y las Artes (CONACULTA) is the national governmentagency responsible for cultural policy. As part of a new model for public administrationin this sector CONACULTA recognizes the importance of cultural statistics and indicators.In this context, there has been an effort to develop a system of cultural statistics andindicators that are relevant with the purpose of formulating, reporting and evaluating theeffectiveness of cultural policies based on five principles: freedom of expression and creation,afirmation of cultural diversity, equality of access to cultural goods and services, socialparticipation in cultural policy, federalism and regionally balanced cultural development.The paper deals mainly with describing what has been accomplished so far in this directionand the perspectives in the near future, taking into account the importance of developinga common international framework for these projects.



Escrito por W. Pósnik às 16h34
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13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (2).

      Como temos afirmado nas nossas propostas, o desencadeamento ou o incremento de um processo de desenvolvimento cultural sustentado, local ou regional, deve partir, ou ainda, deve centrar-se num inventário da capacidade instalada da área da Cultura na sua integralidade, para que a ação supletiva do Setor Cultura público, ou de alguma instituição que venha agir em seu nome, possa reforçar pontualmente, potencialidades ou fragilidades, quer sejam técnicas ou de gestão, de modo a facilitar-lhes a transposição do umbral da profissionalização sustentada, seja para auferir resultados econômicos, seja para um missão solidária, do tipo sem fins lucrativos. Daí a importância desta contribuição relacionada com estratégias de atuação aplicadas no Canadá, também parte das ‘Atas’ do evento da UNESCO, já mencionado antes,  cujos resultados estão publicados sob o título ‘Proceedings of the International Symposium on Cultural Statistics', realizado de 21 a 23 de outubro de 2002 , em Montreal, Canadá, disponível apenas em inglês, em

http://www.uis.unesco.org/template/pdf/cscl/proceedings.pdf#page=174          e cujo ‘Resumo’ estamos postando a seguir:

“The Cultural Workforce: Issues of Definition and Measurement” (Abstract), by David Throsby, Macquarie University, Sydney - Australia.

This paper considers the principles that might guide the construction of a framework forgathering labour statistics for the arts and cultural industries. Questions of occupational classification within a given structure for the cultural industries are considered first. Particular attention is paid to problems of classifying artists; these problems relate especially to the multiple job-holding patterns and crossart-form modes of practice that are characteristic of artists as workers. The paper goes on to consider the possible types of data that policy-makers and researchers might require concerning labour markets in the arts and cultural industries. llustrations are drawn with respect to existing statistical services in several countries.



Escrito por W. Pósnik às 22h48
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12. CULTURA E A BRUTALIDADE DO CAPITALISMO.

André Martinez, in 'Cultura e Mercado', em 20/09/06.

No (indispensável) “A idéia de cultura”, o crítico literário britânico Terry Eagleton tenta buscar uma revisão do sentido político da noção de cultura, após os desagravos da contemporaneidade, “debilitantemente ampla” ou “desconfortavelmente rígida”. Ele parte da epistemologia do termo, desvendando como através dos tempos molda e é moldado pelo ciclo entre a afirmação e a superação das ordens políticas dominantes.

São páginas e páginas, e uma vida de investigação. Mas, para um aficcionado em transformação como eu, a afirmação das entrelinhas é quase lacônica. “Existem muitas forças que talvez possam opor resistência à brutalidade do capitalismo. A cultura não tem nenhuma posição de destaque entre elas” pensa, sem deixar de brindar o leitor com um acorde de reflexões que o leva a compreender, sem poder explicar, porque somos cultura.

A idéia de cultura molda a outorga do modelo de sociedade predominante. Permitiu ao Iluminismo decretar a hegemonia do Ocidente. A aristocracia civil ainda é o paradigma de cidadania vigente. Um cavalheiro culto, moderado, cristão - polido a ponto de achar as revoluções políticas e econômicas muito de mau gosto – faz-se ideal para sustentar a inevitável passagem do poder para os sistemas de representação democrática sem ameaçar alguns interesses privilegiados. Estabilidade e politesse andam de mão dadas. Idéia de cultura que domina.

Hoje, a ordem mundial - sedenta de auto-perpetuação em um deserto - nos requer desenvolver as tribos maiores e cristalizar as inevitáveis e múltiplas menores. A pós-modernização da outorga de civilização. A idéia de cultura atualiza sua autoridade e compromisso continua combinando com manutenção. A despeito, porém, de qualquer idéia com que a queiramos moldar, a cultura, em sua complexidade fenomenológica, aponta também para o oposto interdependente da ordem mundial. A expressão humana sempre carrega algo de universal e original. Algo sempre acima de toda e qualquer apropriação de poder. Aquilo que nos faz parte de uma espécie, de um ecosistema e de um cosmos.

Este princípio da cultura certamente está bem acima de qualquer noção costumaz de desenvolvimento, todas construídas tão recentemente com o advento da indústria. O que o ser humano pode criar e expressar vai muito além dos poderes políticos que pode estabelecer.

É acreditando nisso que costumo criticar toda a tentativa de transformar a cultura em instrumento de civilização. Depois da banalização do conceito de cidadania, tenho receio dos projetos de transformação social. Entretanto, seria por demais conformista, ou radical, não cogitar que a fórmula do desenvolvimento poderia criar embriões capazes de fazê-la superar-se.

Eagleton pensa a cultura criticando o ponto de vista de “um mundo onde a riqueza de três indivíduos mais ricos é igual à riqueza conjunta de seiscentos milhões dos mais pobres”. Proponho a mesma reflexão para discutir as diretrizes de nosso trabalho como propositores, gestores, pensadores e executores de políticas culturais.

Como contribuir para a redução das diferenças sociais e econômicas e para a não violência ativa? Ou, como exercer nossa vontade pelo novo?

Os debates sem quadradinhos para marcar com “X”, em seu aparente des-compromisso, sei que são difíceis de aderir. No entanto, vale a pena insistirmos.

Observação (nossa): este autor tem uma inifinidade de textos, de interesse para nossas reflexões sobre 'Políticas Públicas de Cultura' - inclusive nos arquivos do periódico eletrônico citado.



Escrito por W. Pósnik às 18h12
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11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (1)

Dentro do nosso propósito de listar algumas referências bibliográficas, sobre o tema que vimos focalizando, damos início a essa nova fase da nossa proposta, pelas ‘Atas do Colóquio Internacional Sobre Estatísticas Culturais', promovido pela UNESCO, em Montréal, Canadá, de 21 a 23 de outubro de 2002 – texto disponível apenas em inglês e francês em http://www.uis.unesco.org/template/pdf/cscl/proceedings.pdf#page=204

Trata-se de um documento que mapeia o ‘estado da arte’ das estatísticas culturais, aos níveis nacionais e internacional, com a presença e a contribuição das principais vertentes teóricas sobre o tema, bem como, a avaliação dos aparatos institucionais existentes. Tal documento pode subsidiar nossas reflexões sobre como instrumentar consistentemente, as bases das nossas políticas públicas de cultura - no caso do nosso País, aos níveis nacional, regional e local. E sobretudo, dentro de um dos nossos focos principais de análise, como reverter a condição de marginalidade político-institucional, por que passam nossas instituições na área. Como exemplos concretos, vamos mencionar os 'Abstracts', das duas conferências magnas do citado evento, que teve inúmeras outras contribuições, nacionais ou regionais, a merecer nossa atenção. O primeiro 'Resumo' estamos postando a seguir.

“Cultural globalization from the perspective of the sociology of culture” (Abstract) by Diana Crane - University of Pennsylvania, Philadelphia, USA.

After a review of current approaches in the sociology of culture, this paper examines the nature of cultural globalization and its effects on national and local cultures. I discuss four models for understanding cultural globalization: (1) the cultural imperialism thesis which views cultural globalization as a kind of cultural domination by powerful nations over weaker nations and, in a more recent version, the media imperialism thesis which argues that cultural globalization is the result of domination over global media channels by international media conglomerates; (2) the cultural flows or network model in which cultural globalization is conceptualized as occurring through networks that have no clearly defined centers or peripheries; (3) reception theory which examines the responses to cultural globalization of publics in different countries and regions, and (4) a model of national and urban strategies toward cultural globalization, including the preservation of national and local cultures, resistance to global culture, and the globalization of national and local cultures. Each of these four models is useful for explaining specific aspects of cultural globalization.

Na seqüência, estamos postando o segundo 'Resumo', para a atenção e reflexão de todos os interessados.

“Informing Cultural Policy – Data, Statistics, and Meaning” (Abstract) by J. Mark Schuster - Massachusetts Institute of Technology, Cambridge, USA.

This paper considers, from a public policy viewpoint, how cultural data are transformed into statistics and meaning. It is concerned primarily with how information is to be used in cultural policy decisions.The paper begins with a discussion of league tables as a metaphor for the collection, calculation, and dissemination of cross-national cultural statistics. Next discusses how the twin questions of definitions and boundaries shape the work of data gathering and presentation. It then turns to a presentation of the generic components of the research and information infrastructure currently in use throughout the world.The final section presents some of the most important results from a recent research project, Informing Cultural Policy: The Research and Information Infrastructure, which investigated the way in which cultural policy research is structured in a number of countries in Europe and North American. Implications for the work of the UNESCO Statistics Institute, particularly with respect to data on culture and communications, are explored throughout.



Escrito por W. Pósnik às 12h28
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     ROTEIRO: Políticas Públicas de Cultura.

 

        01.   Primeiros Passos:

01.1 ‘Qual é a Nossa’ !

01.2 Nossos Objetivos.

       02.   Nota Histórico-Explicativa (1).

        03.   Dos Processos ‘Modernos’ de Gestão Pública.

        04.   Aparelho ‘Sem Cabeça’ ou Sem Auto-Crítica ?

        05.   Quem Faz o Desenvolvimento Artístico-Cultural ?

        06.   Dilemas & Prioridades: Produto ou Processo ?

        07.   Das Práticas de Gestão Pública da Cultura.

 08.   Nota Histórico-Explicativa (2).

 09.   Ensaios Para Uma Estratégia de Atuação e Operacionalização de Conceitos.

 10.      A Título de Síntese: Estratégias de Atuação, Instituição e Mudanças.

 11.   Referências Bibliográficas (1): originárias dos USA;                

 12.   'Cultura e a Brutalidade do Capitalismo' de André Martinez;

         13.   Referências Bibliográficas (2): originária da Austrália;

         14.   Referências Bibliográficas (3): originária do México;

         15.    'History Defaced: Heritage Creation in Contemporary Europe' by François Matarasso;

             16.   De Mitos e Ilusões Filosóficas, Institucionais e Políticas;

         17a. Novas Referências Bibliográficas (5);

         17b. Novas Referências Bibliográficas (5).

         18.   Butão: Tradição, Budismo e Felicidade !

         19.   De Pentecostalismo & Políiticas Públicas de Cultura !

         20.   Políticas Públicas de Cultura (Resumo).

         21.   Dança, Identidade e Guerra !

         22.   Culture Public Politics (Abstract).

 


 



Escrito por W. Pósnik às 21h04
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01. PRIMEIROS PASSOS.

     

                             01.1  'QUAL É A NOSSA' !    

      Depois de muitas promessas, a muitos dos nossos amigos, datas marcadas e remarcadas para o início da publicação deste blog, finalmente é chegada hora: - ‘Alea jacta est !’ (a sorte está lançada!) como disse o general romano Caio Júlio César, ao atravessar o rio Rubicon, limite entre Roma e a Gália Cisalpina e cuja transposição com tropas, era proibida por lei. Essa ação desencadeou uma guerra civil, que marca o final da República e o início do Império: assume o poder um triunvirato formado por César, Crasso e Pompeu. Bem, exageros à parte, isto tem pouco ou nada a ver com o nosso simples blog

      Como prática cotidiana, pretendemos intercalar (1) um assunto sobre metodologias de intervenção na realidade da área da Cultura (no sentido sociológico do termo) e estratégias de atuação em políticas públicas, bem como, referências relevantes para as discussões que pretendemos empreender.  Nos entremeios (2) teremos temas relacionados às nossas vivências pessoais - coisas do dia-a-dia real das nossas vidas na família, na escola, no trabalho, no lazer, de modo a diminuir a aridez da nossa caminhada. Nenhuma dessas duas vertentes pretende ter encadeamento lógico ou seqüência cronológica. Não temos a pretensão de construir nenhum ‘Tratado’ de políticas públicas ou elementos de uma autobiografia, cronologicamente articulados. Na primeira vertente, apenas enumeraremos seqüencialmente os textos, finalizado-os por uma síntese. Na segunda, das nossas vivências pessoais, só ‘causos’ esparsos, vividos em diferentes épocas, sem relação sequer, com os temas contíguos. 

      Em suma, o que pretendemos abordar, nesta série inicial de textos, são alguns pressupostos estratégico-metodológicos, que esperamos possam produzir, mais adiante, com a contribuição da academia e de todos os demais interessados, um roteiro metodológico articulado, destinado a resolver melhor as três questões do foco principal da nossa empreitada.


Postado originalmente, em 19/02/08 às 18h58



Escrito por W. Pósnik às 20h51
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